
Nesse primeiro livro das Crônicas dos
Kane, Rick Riordan resolveu manter a fórmula de Percy Jackson e os
Olimpianos: narração em primeira pessoa, e forte presença de elementos
mitológicos. Tudo que fez de Percy, o semideus mais famoso do mundo
literário. No entanto, "A pirâmide vermelha" tem algo evita que os
livros de Riordan caiam na monotonia. Mitologia Egípcia. Muito menos
conhecida que a grega, ela faz com que o livro se torne muito mais
intrigante, pois seus leitores estarão sempre com uma motivação a mais,
que é conhecer melhor a história egípcia. Bela ideia do autor.
O
livro começa levantando grandes mistérios, como a morte de Julius, o
que ele queria fazer com a Pedra de Roseta, porque os deuses do Egito
estão despertando, o que Set, o mais perigoso deles prentende fazer, e o
mais importante: O que a família de Carter e Sadie tem haver com tais
acontecimentos. Cada um desses questionamentos vai sendo esclarecido ao
longo do livro.
Um
ponto interessante, é que dessa vez o Rick Riordan conciliou muito bem
momentos de mais diálogos e mistérios, com momentos de mais intensidade,
como em lutas e perseguições mágicas, algo que pouco existiu em Percy
Jackson, que era praticamente feito de momentos de mais aventura e ação.
No entanto, para os fãs que pensarem que o livro vai perder em emoção,
não se enganem, pois o autor cativa de uma forma quase que perfeita
quando foca a história em diálogos. Isso pode ser facilmente percebido
quando o "Ba" de Carter ou Sadie saem para dar uma "voltinha". Esses
trechos sempre terminam deixando quem lê o livro com grandes
expectativas, coisas do tipo, "o que será que vai acontecer agora?",
"será que isso é verdade?". Outro ponto positivo é que apesar da
narração ser em primeira pessoa, tem-se sempre duas visões, dois
panoramas da narração, já que a cada dois capítulos troca-se de
narrador, alternando entre Carter e Sadie. Assim, a leitura fica muito mais divertida e dinâmica , ora com o jeito mais descontraído do primeiro de narrar, ora com o jeito mais sentimental da segunda de narrar.
Porém, não tem como não ressaltar que a velha imaturidade de escrever de Riordan ainda assola seus livros. Tais como xingamentos bobos, brincadeirinhas ridículas por parte dos irmãos, tudo o que acontecia em sua primeira série. Ainda vale lembrar que apesar da leitura ter ficado melhor com dois narradores, em terceira pessoa seria bem melhor. É uma pena, pois com a correção desses dois elementos, o livro ficaria perfeito.